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Na serra da Canastra,primeira vez da Betininha!

Fato social: “maneiras de agir, pensar e sentir exteriores ao indivíduo, e

 que são dotados de um poder de coerção, em virtude do qual estes fatos se impõem a ele.”


Existe um grupo determinado de acontecimentos em todas as formas sociais que assinalam caracteres que as ciências da natureza também consideram.  Fatos que funcionam independentes da forma que acontecem,  são formas de agir, pensar e sentir  fora das consciências individuais.
Esses fatos acontecem sem muita escolha anterior, são dotados de uma força coercitiva, ativa, imperativa que se impõem ao indivíduo, quer ele queira quer não. Mesmo que se possível libertar-se  disso,  fazê-lo envolve lutar contra determinadas regras. O  fundamento  do fato social não é o individuo, mas sim a sociedade em seu conjunto, são, portanto, igualitários e competentes  a sociologia.
Impostos a todos os seres sociais, são pensamentos pré produzidos  que se encontram  nas demais  consciências individuais. Para separar o fato social de toda a mistura e observá-lo no seu estado de pureza devemos nos valer de métodos como a estatística. O fato social demonstra um estado coletivo, suas manifestações particulares têm algo de social. Deve ser geral, exatamente por ser coletivo (obrigatório), e não ser coletivo por ser geral:

Faz parte do pensamento sociológico de Durkheim pensar estrutura política de uma sociedade que se diz da maneira como diferentes segmentos habituaram-se a viver uns com os outros. Fato social toda maneira de fazer, fixada ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior. É até mesmo toda maneira de fazer que seja igual em toda uma sociedade e ao mesmo tempo, sua existência está em si próprio e não está relacionado a manifestações particulares. Por ser externo às consciências individuais, o fato social se proporciona como coercitivo. Diversamente dos fenômenos orgânicos e psíquicos, os fenômenos sociais incidem em maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores aos indivíduos e dotados de um poder de coerção.

O fato social se manifesta onde existe uma organização definida onde se incluem por determinação, crenças, tendências, práticas constituídas e etc, além do que pode ser reconhecido pela existência de sanções ou resistências que o fato opõe a qualquer empreendimento individual que tenda a violentá-lo.

Assim o método sociológico tem a obrigação de usar artifícios metodológicos como maneiras para ressaltar o fato social em estado de concentração maior, como por exemplo, por meio do uso da estatística.
Ela é o único meio de isolá-lo, o fato social, por meio de comparação das taxas

de natalidade, de uniões, de suicídios etc.

O fato social é resultante da vida comum, das ações e reações que se constituem entre as pessoas se repercutindo em todas elas.

No passado havia o que podíamos chamar de modernidade sólida, o pós-guerra entre 1945 e 1975 foram anos onde a sociedade vivenciou o abastamento. As necessidades materiais se desenvolveram em grande medida em relação ao material e cultural.

Estar livre significou estar apto a alguma modificação, que supere os obstáculos. Uma sociedade objetiva que aumenta a capacidade de agir e trouxe a necessidade da libertação subjetiva. É bem diferente o que podemos dizer de liberdade subjetiva e objetiva. A liberdade traz com ela bênçãos, boas e ruins pois força nossos sentimentos e razão a fazerem escolhas.

Dessa forma não se sabe se seria a liberdade uma benção ou uma maldição. A autonomia e a auto-construção são características valorizadas em questões onde a liberdade subjetiva é abordada e se a sua natureza pré-social é ressaltada, as normas estão presentes para comandar o homem de agora que vive e atua em sociedades mais complexas, sendo assim a coerção social a força que emancipa o individuo, a única esperança de liberdade nessa vida e nessa forma de sociedade. A sociedade liberta os homens da própria liberdade que se não fosse controlada poderia se um fardo, um desastre uma carga muito pesada.

O que existe é um estado de incertezas, a rebelião contra as normas é uma agonia perene e eterna. A incerteza naquilo que antes era considerado valor primário mas agora é incerto, uma vida sem hábitos uma existência sem sentido.

O que havia eram projetos  de  vida, a vida era feita de episódios, e construída passo a passo. Mas devido ao processo que passamos e que refez a característica do que seria viver em sociedade, a sociedade foi individualizada, junto o sentido de significado de vida e identidade. Não há certezas para o futuro, somente as fabricadas, as criadas pela necessidade da sociedade de consumo. O que houve foi a perda da inocência da sociedade, aquela sociedade moderna, pesada, sólida, condensada, sistêmica impregnada daquele regime totalitário.A liberdade sem precedentes que nossa sociedade oferece a seus membros trouxe com ela essa impotência sem precedentes.

A nova configuração social é leve, não tem sua forma firmada e sim descaracterizada, sem forma específica, parte do zero, redefinindo-se, adaptando sempre ao novo e o aceitando como o melhor, seria o que poderíamos chamar de sociedade líquida, que tem aquela característica específica de adaptação de sua forma seja qual for a ou a necessidade.

Há duas características que fazem nossa forma de sociedade diferente e nova; a primeira é o fim da ilusão de que há um fim alcançável, um telos atingível que possa satisfazer todas as nossas necessidades. E a outra é desregulamentação, a não padronização de um modo de vida adequado onde cada um cria seu próprio modelo de modo de vida adequado, de felicidade, a salvação não está no social. Não mais lideres para dizer o que ser no mundo do ser individual.

Os conceitos mudaram e junto das formas de vida que atualizamos, o significado de individualização muda e assume novas formas em resultado aos  novos resultados dados. A individualização agora significa  algo muito diferente do que significava antes. Existem variações nos processos de individualização sempre se reajustando. A individualização é uma fatalidade, não uma escolha. O outro lado da individualização parece ser a corrosão e a lenta desintegração da cidadania, público é colonizado pelo privado.

A falta de liberdade do ingênuo é a liberdade da pessoa que pensa, a do exílio como condição arquetípica da liberdade em relação à troca. A liberdade do pensamento pressupõe o abandono do mundo comunitário e real a todos.

 

trinnie16:

#Animal #Galery

oncet:

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Come on Eileen - Dexys Midnight Runners 
https://www.youtube.com/watch?v=oc-P8oDuS0Q

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(via marysmind)

Fichamento do texto; Dos Jogadores - “Meritocracia sem mérito” da autora Silvia Viana Rodrigues.

O texto comenta sobre os reality shows: Big Brother / America Next Top Model / Top Chef / O Aprendiz entre outros. O autor, baseado nos acontecimentos, regras e parâmetros usados nesses jogos reais, critíca e salienta fatores de conduta e desempenho que caracterizam  esses programas e seus participantes.

 O critério de seleção é subjetivo. Quem deve sair? É o Julgamento do povo que irá fazer com que os participantes percam, considerando as falhas de cada um. Ninguém sabe quem será o próximo a ir pra ferro-velho da indústria cultural.

Está tudo ligado à habilidades conhecimentos e de cada um, depende do temperamento de cada individuo em especial e a influência que ele exerce nos outros.

Os de calouros a humilhação é típica, o calouro sabe por que errou pois isso é dito pelos jurados. O show de calouro foi emanado da noção de justiça burguesa baseada o mérito, trabalho, como no protestantismo. Era necessário uma caricatura da verdade e a estupidez pela meritocracia. Recompensa para os capazes e punição para os incapazes. O Prêmio era focado na desigualdade do trabalho tornado abstrato. A verdade do show de calouros era baseada no prêmio e na punição e a justiça seguia intacta.

Os vários Reality Shows usam diferentes padrões de julgamentos e em todos eles é clara a ausência de parâmetros para esse julgamento; está tudo relacionado a empatia e desvio de Carter dos juízes. As ações dos jogadores  não são avaliadas do ponto de vista de seus resultados, mas sim dos traços afetivos, volitivos, cognitivos e físicos de quem os realizou; esses são ditos lideres naturais/únicos. Nos Reality Shows a questão é  mais profunda e  está baseada na impossibilidade de mediação consigo mesmo e com o outro, além do que julga do exterior. É preciso saber fazer o seu verdadeiro e único EU e isso está ligado a um trabalho que vai da interação com o cenográfico ao relacionamento entre as pessoas do jogo em conflito com seus temperamentos. É essencial fazer jogos de relacionamento, pois os reality shows atuam fundamentalmente na participação dos jogadores, porém de forma indefinida. Para conquistar o público e conseguir votos é preciso ter e fazer algo que não se sabe bem e isso sempre na intenção de ganhar o prêmio.

O que rege esses jogos de típicos da mídia é uma autoridade não baseada na ordem e no estatuto, mas sim conseguida e mantida por provas de seus poderes de superação diante dos obstáculos da vida, representados pelas provas disputadas em cena no jogo o que vale é a persistência e vale lembrar que o carisma deve ser rotineiro.

A dúvida é estrutural, o mistério da eliminação é sempre; quem será o próximo a sair? E a única forma de imaginar isso é pela mensuração do carisma, está tudo relacionado à uma seleção desprovida de critérios exatos é uma meritocracia sem critérios, um objeto sem conceito.

ESTRATÉGIA? Há alguma? Se há; são duas as principais táticas de jogo:

“ser você” mesmo ou “jogar”  algo que traz uma postura mesmo contraditória e excludente já que na realidade não se vive jogando tramando como supostamente se afirma a todo tempo quando se vive dentro de uma disputa não velada, e sim real, um reality show.

Um jogo onde cada qual escolhe sua arma sem saber bem como usá-la e aapela pra eliminação do outro, do parceiro, para não ser eliminado.

Não há como saber o caminho da vitória, mas o da derrota é claro e evidente para quem quer ver. A passividade se torna grande problema. Combatividade!

 PRÓ-ATIVIDADE = antecipar-se aos problemas, controle de riscos futuros sobre violência, pressão e terror. Aceleração é uma norma típica dos Reality Shows.

Nossos heróis são aclamados nada mais  que por sua capacidade de auto-conservação.

Sobreviver e ter instinto de vencedor. Pânico e aspiração não combinam, são objetivamente convergentes. Além da pró-atividade deve haver  a capacidade de adaptação em nome do Darwinismo social que pela seleção dos mais fortes socialmente elimina quem não rende ou não se adapta ao ambiente imposto,  mesmo que este não seja favorável.

Não há lugar para desistentes, passivos, fracos que se recusam a sair da “zona de conforto” em favor do jogo. Eles precisam mais que romper as limitações das competências, eles precisam romper quaisquer barreiras que forem surgir. Não deve render-se ou fraquejar, é preciso aceitar a pressão do grupo, enfrentar e permanecer na competição

O ritual da eliminação descaracteriza e desumaniza o jogador, diz da dor, do que poderia ser doença, ser ruim e a enxergam como má vontade e motivo para ser mais uma das pessoas eliminadas. Não há espaço para os limites da qualificação profissional ou do corpo, o medo é barreira é fator sobredeterminante. Não é covardia sentir medo, mas não tentar superá-lo é atestado de inutilidade, pânico.

Superar = passar por cima de tudo aquilo o que paralisa ou  que possa vir a parar, estagnar o jogador. O termo Resiliência originário da física é um termo que é usado para se dizer de uma propriedade formada de certas matérias que tem a capacidade de acumular energia quando submetidas à pressão. Há Candidatos que vão da euforia à agressividade contrabalanceada com sensação de onipotência e impotência. Há a classificação das emoções euforia, angústia, fúria, todos funcionais para o entretenimento dos expectadores.

Instrumentalização das emoções. Stress produtivo x stress vilão.

 Heteronomia = leis da natureza que já a violência se exerce nas necessidade e paixões.

É preciso mostrar pessoas que tenham uma imagem vendável, como uma mercadoria. O que seja popular para a indústria dos reality shows.  É normal sacrificar se para vencer, como no espírito protestante  o sacrifício do trabalho e empenho traz a gloria. Aguentar em busca do paraíso. Sonho e = trabalho. E quem não fraqueja ganha aplausos, é aceito e digno. Isso é a vitória final do capital, é viver o capital em sua essência humano mas sem humanidade. De acordo com a teoria do capital humano somos  possuidores  dos nossos meios de produção e da produção de nos mesmos. Nossa valorização desenvolvimento dos nossos talentos, sociais, emocionais e intelectuais são investimentos no nosso capital humano.

Empregabilidade na autonomia, do ser e acreditar na capacidade de se reciclar socialmente e individualmente. Investir em nossas qualidades trás a ampliação da empregabilidade de si, o que o torna interessante para a representação de uma marca, ou usa uma marca pra se torar interessante.

O sonho do capital é  superar é atropelar as pedras do caminho se liberar do peso de suas próprias paixões, ser camaleão sacrificando a sua própria personalidade baseado na inovação. Ser um manequim vivo disposto a se transformar, a mudar as imperfeições naturais, humanas. Exaltação do corpo imagético. Gestão do corpo, viver bem de forma a ter trabalho que dá prazer e não peso (supostamente). A redenção como nova forma de mercadoria.

A nova prática do capital humano que afirma como investimento pessoal o investimento capital. As marcas são inclusivas, há a identificação múltipla da mercadoria sendo aquilo que não se vê materialmente, mas se pretende adquirir ao comprar a coisa, sua substância. O valor de troca é relacionado com o de uso e por mais banal que se seja, se torna necessidade. Afirmação da sociedade do investimento onde a protelação do gozo nas relações,  interpessoais e pessoais, não satisfazem de imediato. O importante é a ostentação de uma imagem de sucesso acoplada a empregabilidade do produto e de tudo que vem com ele.

Capitalização e descaracterização de si na promessa do futuro. Uma dinâmica que afirma o calvário do presente baseado no sucesso futuro.

All Flowers…!

& I was a Fairy!